Baixe o Informativo da AFABB
Diretorias Anteriores

  • teste1

Publicamos, a seguir, interessante artigo veiculado pelo colega aposentado Ciduca Barros

 CIDUCA BARROS (*)

 

      Durante toda a nossa vida dedicada às lides bancárias no Banco do Brasil S.A., principalmente aqueles funcionários que trabalhavam com créditos e financiamentos, estivemos sempre pressionados por aquela empresa para mantermos uma luta renhida contra a inadimplência. O Banco estabeleceu um percentual sobre o total das operações das suas agências que, segundo a sua Direção Geral, seria o aceitável. Se a minha mente não me traiu, acredito que aquele percentual era 5% (cinco por cento). Num país onde as crises econômico-financeiras sempre foram constantes, pressionados pelo Banco e ameaçados por seus inspetores/auditores, mantínhamos uma guerra sem quartel contra a insolvência de alguns clientes. Muitos de nós vimos colegas serem destituídos de suas comissões (e até demitidos), em consequência de sua inação contra a inadimplência de clientes do Banco do Brasil.

         Reitero abaixo o que já disse algures e alhures, em outro texto, sobre a grandiosidade daquele banco oficial Brasileiro:

         “Não existe neste país uma instituição oficial tão séria (além de importante) quanto o Banco do Brasil S.A. Há mais de 200 anos o Banco serve ao povo brasileiro com zelo e seriedade, colhendo com isso a aprovação da sua imensa clientela, que jamais viu aquela instituição de crédito envolvida em escândalos nacionais ou traindo a sua confiança. Nós, aposentados, que também ajudamos a fazer o bom nome do Banco do Brasil, éramos cônscios das nossas responsabilidades e do respeito mútuo que sempre permeou as relações Banco x Cliente. Sabíamos que se fazia necessário trabalhar com desvelo e austeridade, tornando o banco útil para o povo”.

         Recentemente, lemos numa grande revista brasileira de grande circulação nacional, que o monumental Banco do Brasil “vem conseguindo manter os índices de inadimplência abaixo da média de mercado”.

         Nós, merecidamente aposentados, jamais imaginaríamos que, depois de lutarmos tanto tempo para combater a inadimplência que sensibilizava negativamente os resultados financeiros do Banco, veríamos o nosso Banco do Brasil se tornar também inadimplente, justamente num contrato expresso, formal e legitimo, assinado há mais de meio século com seus funcionários.

Que contrato? Inadimplência, como?

Primeiramente, vamos transcrever aqui o que é “inadimplência” descrito no velho e competente Dicionário Aurélio: “Falta de cumprimento dum contrato ou de qualquer de suas condições”.

         Isto o lembra alguma coisa, portentoso Banco do Brasil? Você não está em falta com um antigo contrato assinado com seus velhos e fiéis servidores, no qual você é o patrocinador da CASSI, Banco do Brasil?      

Por que você, hodierna e lucrativa entidade nacional, não sai da sua infame inadimplência e resolve, de uma vez por todas, o seu descumprimento de contrato com a nossa CASSI (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil), que está deixando milhares de seus antigos funcionários – servidores que também colaboraram com seu brilhantismo – preocupados e ansiosos com um nebuloso futuro que se descortina para si e seus familiares?

Você está inadimplente, Banco do Brasil!

Cumpra a sua parte no nosso contrato, Banco do Brasil!

Nós cumprimos a nossa: ajudamos a deixá-lo grande e poderoso!

 

(*) Ciduca Barros, como é conhecido Francisco de Assis Barros, funcionário aposentado do Banco do Brasil, matricula 3.354.180-9, que, num lapso de 30 (trinta) anos, trabalhou em 9 (nove) dependência do Banco em 02 (dois) Estados da Federação, sendo administrador em 04 (quatro) delas.

Rua Uruguai, 300 11º Andar, Centro | CEP 90010-140 | Porto Alegre - RS | Fone (51) 3212.2920 - 0800-703-2920 | contato@afabb-rs.com.br
MSBNet