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Modelo com foco na prevenção diminui internações e atendimentos em unidades de emergência, entre outros procedimentos desnecessários, o que impacta positivamente nas despesas médicas

As operadoras de planos privados estão apostando na atenção primária em saúde (modelo conhecido popularmente como “médico de família”) para deter a elevação de custo dos atendimentos realizados. Tais custos devem fechar o ano com uma alta entre 15% e 19%, contra uma estimativa de inflação de cerca de 4%. Com o modelo, internações e procedimentos desnecessários são evitados, aumentando-se o foco na prevenção. A Estratégia Saúde da Família é adotada desde 2003 pela Cassi, que oferece o atendimento por meio de rede própria, as unidades CliniCassi.

No modelo de atenção primária, um mesmo médico ou equipe centralizam o acompanhamento e a orientação de segurados e dependentes, exercendo maior controle sobre o histórico de saúde dos pacientes. São estes profissionais que decidem em que momento é necessário o encaminhamento a um especialista, acompanhando os resultados obtidos. Segundo as empresas do setor privado, o foco no atendimento primário reduz entre 20% e 30% as despesas. As operadoras alegam, entretanto, que ainda não é possível repassar esta redução para as mensalidades pagas pelos usuários, o que só seria viável no longo prazo, com a expansão do modelo.

O movimento das operadoras atende às recentes orientações da Agência Nacional de Saúde (ANS), que premiou, no ano passado, 12 projetos por meio do Laboratório de Inovações sobre experiências em atenção primária na saúde suplementar, criado em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), cerca de 50 operadoras de planos privados já têm projetos voltados para a atenção primária. Para que o processo funcione, é indispensável um sistema integrado de informação.

É justamente a necessidade de um uso qualificado da informática na Estratégia Saúde da Família o que defende o funcionário aposentado do Banco do Brasil Leonel Ribeiro Campos, de 71 anos, para uma maior agilidade do atendimento prestado. Residente em Teresina, Piauí, ele e a família são atendidos por um mesmo médico na CliniCassi há mais de cinco anos. O associado afirma que está satisfeito com o modelo oferecido.

“Consultamos com um mesmo médico, com hora marcada, de tempos em tempos. Se demoramos para marcar a consulta, a própria clínica mantém contato para o agendamento. Ao chegar no consultório, o médico já nos conhece, nos chama pelo nome, já sabe de nossos eventuais problemas de saúde. Ele mesmo nos pergunta sobre estes problemas. Não há perda de tempo”, afirma Leonel Campos. O aposentado do BB aprova o modelo de atenção primária, com foco na prevenção, pois considera o atendimento mais completo. “Para melhorar ainda mais, é só diminuir a burocracia e qualificar o emprego de computadores durante a consulta. Já houve melhorias, com alguns reposicionamentos simples. Mas podemos avançar mais”, complementa ele.

 

REDUÇÃO DAS INTERNAÇÕES E ATENDIMENTOS DE URGÊNCIA

No setor privado, a Estratégia Saúde da Família ainda tem muito a avançar. A operadora Amil, por exemplo, que tem 4 milhões de beneficiários em seus planos de saúde, calcula que entre 80% e 85% das demandas dos usuários podem ser cobertas pelo atendimento primário. Entre os resultados já alcançados pelo programa, oferecido a 179 mil usuários, está a redução em 30% das internações. Já a operadora SulAmérica, que dispõe de programa semelhante, calcula em 21% a redução dos atendimentos de emergência. O atendimento domiciliar tem custo médio de R$ 250,00, contra R$ 450,00 na emergência.

O professor da Universidade de São Paulo (USP) Gustavo Gusso, que é diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade, enfatiza que o modelo de livre escolha adotado majoritariamente pelas operadoras é mais caro e ineficiente, mas foi utilizado pelas empresas enquanto elas conseguiram repassar os custos para as mensalidades dos segurados e para os patrocinadores dos planos coletivos. “Durante muitos anos, as operadoras lavaram as mãos sobre o controle de gastos. Era só repassar o custo. Mas, onde há atenção primária, se tem melhores custo, indicadores clínicos e satisfação do usuário”, destaca ele.

Acesse a matéria publicada pelo jornal O Globo no dia 22/10/2018: 

Médico de família é o remédio. Para deter alta de custo, operadoras apostam em atenção primária

Fonte site ANABB- www.anabb.org.br

 

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